Para esta pintura, criada durante o seu período na Academia de Belas Artes de Viena, Egon Schiele (1890–1918) escolheu uma tela quadrada, um formato muito popular no Jugendstil. Gustav Klimt também preferia esta forma para as suas representações de paisagens. O estilo artístico de Klimt ecoa no fundo plano do motivo vegetal, que usa pigmentos prateados e dourados para criar um contraste cintilante com os tons saturados de roxo e os reflexos alaranjados do corpo da planta. As folhas são antinaturalistas, não apenas no que diz respeito à sua coloração. Capturadas no processo de murchamento, elas estão salientes ao redor do caule, alcançando um efeito tridimensional que faz com que o motivo se destaque ainda mais fortemente da planaridade opaca do fundo pictórico. A silhueta elevada do corpo da planta já prenuncia as pinturas figurativas de 1909 e 1910, nas quais Schiele rompe com o estilo artístico de Klimt e expõe o corpo numa superfície nua.
Apresentamos a obra de hoje graças ao Museu Leopold em Viena (um dos meus museus favoritos!) :)
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P.P.S. Esta obra destaca-se na obra de Schiele. Em breve, ele tornar-se-ia famoso pelas suas pinturas figurativas expressivas. Explore a arte escandalosa de Egon Schiele!