Está na hora de algumas flores de Vincent van Gogh... e desta vez não serão girassóis!
Para van Gogh, os aloendros eram flores alegres e cheias de vida, que floresciam «inesgotavelmente» e estavam sempre «a dar novos rebentos fortes». Nesta pintura de agosto de 1888, transbordam de um jarro de majólica que o artista costumava usar nas suas naturezas mortas de Arles. Van Gogh coloca-as simbolicamente ao lado de La joie de vivre, de Émile Zola — o mesmo romance que uma vez contrastou com uma Bíblia aberta noutra natureza morta que criou em 1885.
Os tons rosados das flores ecoam a cor da mesa, enquanto os brancos captam o tom da borda do livro. A alça roxa do jarro forma uma tríade harmoniosa com as flores e a sombra lilás. Uma faixa amarela em torno do gargalo do jarro reaparece como riscas onduladas no bouquet. O verde das folhas reaparece num tom mais frio e pálido na base do jarro e em pinceladas rápidas no lado direito da mesa, bem como no ornamento do jarro; esta mesma nota turquesa ressurge inesperadamente entre as próprias folhas.
P.S. Confira outras obras de arte com flores de Van Gogh apresentadas no conjunto de 50 postais Flowers in Art. :)
P.P.S. Como pode ver, a arte de Van Gogh não se resume apenas a Girassóis e Noite Estrelada. Descubra Vincent van Gogh em 10 pinturas!