Uma mandala é um símbolo espiritual e ritual nas culturas asiáticas. Pode ser entendida de duas maneiras: externamente como uma representação visual do universo ou internamente como um guia para várias prácticas em muitas tradições asiáticas, incluindo a meditação.
Vamos viajar para o Tibete do final do século XIV. Hoje apresentamos uma thangka, que é uma pintura budista tibetana em algodão que geralmente retrata uma divindade budista, cena ou mandala. As thangkas são tradicionalmente mantidas sem moldura e enroladas quando não estão em exibição, montadas num suporte têxtil semelhante ao estilo das pinturas em rolo chinesas, com uma cobertura adicional de seda na frente.
No centro desta intricada thangka está a deusa de seis braços Jnanadakini, rodeada por oito emanações — formas das devi (deusas) que se alinham com as cores dos quatro quadrantes direcionais da mandala. Dentro dos portões, quatro deusas protetoras adicionais montam guarda. Circundando a mandala estão faixas concêntricas cheias de pétalas de lótus, vajras (cetros), chamas e os oito grandes cemitérios. Nos cantos, medalhões contêm dakinis (moradoras do céu) e lamas (professores espirituais, sacerdotes ou monges), enquanto o registo superior apresenta lamas e mahasiddhas (praticantes espirituais altamente realizados) representando a linhagem espiritual da escola Sakya (uma das quatro principais escolas do budismo tibetano). Abaixo, divindades protetoras e um monge envolvido num ritual de consagração completam a cena. Esta thangka provavelmente pertencia a um conjunto de 42 mandalas associadas aos textos rituais Vajravali (Guirlanda de Vajras). Os seus detalhes requintados sugerem que foi pintada no Tibete por um artista Newari itinerante.
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P.S. Desde as suas origens na Índia, veja como a arte budista viajou por diferentes culturas.