Caspar David Friedrich nasceu neste dia em Greifswald, na Alemanha, e viria a tornar-se o principal pintor do Romantismo alemão. As suas paisagens inquietantes, repletas de figuras solitárias a contemplar o nevoeiro, as ruínas, os mares banhados pelo luar e os horizontes infinitos, transformaram a natureza num espelho para a reflexão existencial. Poucos artistas definiram de forma tão completa a linguagem visual de uma época.
O título da pintura remete para o seu cenário real: o mosteiro medieval em ruínas de Oybin, nas montanhas de Zittau, na Saxónia, um local ao qual Friedrich regressou mais do que uma vez. Medindo apenas 27 x 21 cm (10,6 x 8,3 pol.), trata-se de uma obra íntima, de dimensões quase privadas.
Dentro da janela de arco duplo destruída, árvores perenes aparecem em silhueta contra um céu crepuscular que se desvanece, enquanto uma figura solitária se senta no canto inferior do quadro, contemplando as montanhas distantes banhadas pelo último calor do pôr do sol. O contraste é deliberado e central para o ambiente da pintura: luz suave e brilhante em contraste com a pedra escura e desgastada pelo tempo, a solidão emoldurada pelas ruínas. É uma fórmula à qual Friedrich voltou ao longo da sua carreira — figuras contemplativas contra ruínas góticas, neblina, árvores nuas, céus noturnos — e que foi tão influente para as gerações de artistas alemães que se lhe seguiram, pois nela se inspiraram.
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