Durante algum tempo, Van Gogh ficou fascinado com a ideia de pintar o céu noturno. Inspirado por escritores que admirava — Walt Whitman, que descreveu as estrelas como «uma manifestação da eternidade», e Thomas Carlyle, que as chamou de «o segredo aberto do mistério do universo» —, procurou infundir na sua própria pintura um sentimento profundamente pessoal.
Aqui, a lua nasce sobre os Alpilles, lançando o seu brilho sobre os feixes de trigo em primeiro plano. Van Gogh trabalhou arduamente na tela e, na sua fase final, cobriu a superfície com uma densa teia de pinceladas roxas claras para realçar a sensação da luz noturna. Com o tempo, porém, esses pigmentos desbotaram, deixando estrias esbranquiçadas que diminuem a atmosfera noturna pretendida pela pintura.
Embora Van Gogh acreditasse firmemente em pintar diretamente na natureza, esta obra foi criada em grande parte no seu estúdio. Gauguin, durante a sua curta colaboração, incentivou-o a confiar mais na memória e na imaginação. No entanto, Van Gogh continuou insatisfeito com o resultado: achou a composição exagerada e o estilo exagerado, lamentando que faltassem «linhas profundamente sentidas».
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